DEMITIR A AGÊNCIA
NÃO VAI TE SALVAR.
PUBLICADO EM 07 · JUL · 2026 · NEWSLETTER O PONTO PRINCIPAL · POR MARCELO RUSSO
No início da minha carreira como CMO Sob Demanda, entrei numa empresa de R$ 50 milhões pra fazer um diagnóstico. Pedi pra ver o marketing.
Me mostraram sete ferramentas. Nenhuma falava com a outra. Três agências, cada uma com um briefing diferente da mesma marca. Dois freelancers que ninguém sabia ao certo o que entregavam. E gerenciando essa orquestra inteira, um estagiário de 22 anos.
Perguntei qual era o CAC. Silêncio na sala. Pedi o SLA entre marketing e vendas. O diretor comercial riu. Não era deboche. Era nervoso.
Aí o dono me disse a frase que eu mais escuto na vida: "já troquei de agência três vezes, Marcelo. Essa gente não entrega."
Ele tinha gastado dois anos e algumas centenas de milhares de reais demitindo e contratando fornecedor. E ia gastar mais, porque estava tratando o sintoma. O problema daquela empresa nunca foi a agência. Era a estrutura. No caso dele era esse.
A ENCRUZILHADA QUE NINGUÉM
TE ENSINA A ATRAVESSAR.
Toda empresa que cresce bate nessa parede: montar um departamento próprio, terceirizar tudo ou operar um modelo híbrido, com núcleo dentro e especialistas fora.
É uma decisão de estrutura. Pesa mais que qualquer campanha, qualquer ferramenta, qualquer contratação isolada. E é tomada, na maioria das empresas médias brasileiras, no achismo: por indicação do sócio ou por preço de proposta.
O mercado não ajuda, porque cada conselheiro puxa a brasa pra própria sardinha. A agência te vende agência. O headhunter te vende contratação. Ninguém te vende critério.
Enquanto isso, os números mostram um mercado inteiro se reorganizando no escuro. 82% dos grandes anunciantes já operam alguma estrutura interna de marketing. Em 2008 eram 42% (ANA, 2023). Ao mesmo tempo, 20,2% das atividades de marketing seguem terceirizadas, em média (The CMO Survey, 2023), e 39% dos CMOs planejam cortar verba de agência (Gartner, 2025). Dentro das empresas que internalizaram, 63% brigam pra segurar talento criativo (ANA/BCG).
Traduzindo: ninguém resolveu essa equação com fé. E errar é caro dos dois lados. Um diretor de marketing em São Paulo custa mediana de R$ 39,3 mil por mês, antes dos encargos (CAGED, 2025). Montar time na hora errada é o erro mais caro que existe em marketing. Terceirizar o que devia ficar dentro de casa é o segundo.
NÃO EXISTE MODELO VENCEDOR.
EXISTE MODELO CERTO.
A agência entra em semanas, custa variável e traz especialista pronto. Mas agência é motor, não piloto: sem alguém do seu lado definindo meta e régua de cobrança, ela produz post, não pipeline. O time interno dá domínio total de marca e de dado, e conhecimento que fica dentro de casa. Mas é custo fixo alto e uma guerra por talento que a maioria perde.
E o híbrido, que domina as empresas em crescimento, entrega o melhor teto de performance com uma condição: um maestro. Núcleo, agências e freelancers sem cérebro único viram exatamente a cena daquela empresa de R$ 50 milhões.
A CONTA QUE EU ABRI
PRO MERCADO.
Depois de anos fazendo essa análise dentro de consultoria, eu transformei o critério em ferramenta aberta.
Lancei o diagnóstico de estrutura de marketing: 35 perguntas em 6 eixos. Orçamento e fase, complexidade da demanda, capacidade e infraestrutura interna (sim, pergunto de back-office, espaço físico e máquinas), dependência e visão de longo prazo, dados e tecnologia, e o seu perfil de controle como dono.
Oito minutos. No final, o percentual de aderência da sua empresa a cada um dos 3 modelos, os motivos do resultado e a fonte de cada número. De graça, sem cartão e sem deck de vendas escondido.
Por que de graça? Porque essa é a conversa que separa marketing que gera faturamento de marketing que gera post. E é a conversa que eu quero ter com o mercado brasileiro.
Se aquele dono tivesse feito essas 35 perguntas antes, teria economizado dois anos e três demissões de agência. Você pode fazer agora: marcelorusso.com.br/diagnostico.
Estrutura errada não se conserta com fornecedor novo.
— ANA, 2023: 82% dos grandes anunciantes com estrutura interna (42% em 2008)
— The CMO Survey, 2023: 20,2% das atividades de marketing terceirizadas, em média
— Gartner, 2025: 39% dos CMOs planejam cortar verba de agência
— ANA/BCG: 63% das empresas com in-house brigam pra reter talento criativo
— CAGED, 2025: mediana de R$ 39,3 mil/mês pra diretor de marketing em São Paulo
CONVERSA ESTRATÉGICA
DE 30 MINUTOS, SEM CUSTO.
Sem compromisso, sem deck de vendas. Eu ouço o seu cenário, você ouve minha leitura. Se fizer sentido, a gente avança.